terça-feira, 22 de abril de 2014

Minha cabeça lateja e palpita como se fosse simplesmente explodir. Não consigo concentrar-me em minha vida, não consigo sequer desviar meu pensamento dos seus lábios trêmulos e carnudos, me perco no som das suas risadas, sonho com seus olhos negros brilhantes e profundos mirando os meus secos e apensos aos seus, admiro cada fio dos seus cabelos grossos e macios escuros como a noite, as suas mãos suscetíveis  ao toque das minhas. Me perco na sua aparência e me esbanjo na sua pessoalidade, sua sombra e seus enigmas prendem a minha personagem, corrompo-me dentro do seu ego, perverto minha racionalidade, desvaneio de seu narcisismo e me torno você por inteira, enquanto passo alguns segundos de minha vida diante da sua particularidade interior e exterior, pra te conhecer em mim, pra te consumir.


D.Luise

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Me apaixonei pelo sorriso diferenciado dele e pela misteriosidade no olhar. Aquele sorriso sem graça apenso com o olhar que eu nunca consegui distinguir, ah; mistérios e mistérios. Quanto mais eu tentava saber sobre ele, mas dúvida eu tinha. Portanto, eu sabia de algo, sabia que ele poderia ser o homem da minha vida, eu sabia, sabia que entregaria meu coração em suas mãos sem ao menos ele pedir ou aceitar... ou saber. E foi o que fiz, entreguei-o delicadamente, calmamente e sem ele perceber, me vi sorrindo de fininho e percebi meus olhos brilharem ao perceber sua presença apenas por estar no mesmo lugar que eu. Sua saudação seguida do meu nome era o bastante pra  me derreter silenciosamente e meu coração pulsar desesperadamente. Mas; essa é toda minha história, eu apenas me apaixonei por um sorriso sem graça e um olhar misterioso.

D.Luise

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ele repete todos os dias "gosto de você". E eu escuto assustada abrindo meus lábios num sorrisinho envergonhado e nervoso, meus olhos arregalam se contraindo numa expressão desapontada com minha mente insistindo em alegar que isso é uma mentira das mais óbvias. Quem seria louco o bastante ou ter o coração de tão mal gosto com a capacidade de se apaixonar ou até mesmo se interessar por alguém insuportavelmente desnecessária como eu? Como seria possível não irritar-se com minhas conversas repetitivas e minha voz desagradável ou não ter vontade de sair correndo da minha personalidade maçante. Como é possível alguém querer estar presente em minha vida e aceitar meus gostos, meus defeitos e minhas manias, querer ficar dentro da vida de alguém que deseja sair do seu próprio casulo e permanecer; e se encantar; e conservar cada segundo; e perseverar; e amar; e persistir e ficar.
Dizem que o amor é simples, que basta amar, mas deixar um outro alguém entrar num quarto da qual já vem tudo incluído nele, vai apertá-lo, ficará pequeno, e repugnante, por isso é preciso tirar, extrair para sustentar  a harmonia,  é uma bagunça no começo, mas com cuidado aos poucos vai se ajeitando.

D. Luise

terça-feira, 15 de abril de 2014


Saudade que não se mede
Dor que não acaba
Aflição que não sara
Amor que aumenta
Coração que se explode a cada segundo
Mente que não aquieta por
Pensar no futuro sem sua presença 
Presente vazio
Momento doloroso
Tempo perdido
Sua risada
Seu abraço
Na minha lembrança dia a dia
Arrancaram-te de mim 
Fui junto mas meu corpo ficou


D.Luise

sábado, 12 de abril de 2014


Os erros que faço pelas minhas mãos, que me corroem durante a noite e me acordam em pesadelos, que me culpam durante o dia e tiram a paz do meu interior. Os meus erros que apontam quem sou e estragam minhas escolhas e mudam meu destino. Os erros feitos pelas minhas mãos que aos poucos vão cobrindo e me querendo me fazer esconder, me pesam. Os erros que não voltam no tempo para eu mudá-los, os erros que confundem o rumo do meu futuro. Tropeços, pedras, erros... Olho pra eles, penso comigo "eu sei, já te reconheci, não vou tentar te consertar, vou seguir com as consequências e tentar não errar novamente". Pois, os erros me culpam dia a dia, mas não devem me atingir. Se muda meu futuro, aprendo com este.


D.Luise

terça-feira, 8 de abril de 2014


  • Um dia terei coragem de dizer...


Sempre considerei o ser-humano meio burro quando o assunto são sentimentos, principalmente quando trata-se de mim. Quantas vezes não me vi em uma situação totalmente óbvia que não era para ser, que ia simplesmente acabar com todas as forças que eu conseguira guardar desde a última vez que entrei na mesma enrascada.
Vou desesperadamente à procura de alguém para chorar minha dor e fico repetindo "eu quero sair, dessa vez eu vou sair",  ainda não sei exatamente o que essa frase me significa, mas fico presa nesta frase e repito para mim e para quem quiser ouvir: "quero sair"!
É claro que repetir não adianta nada, porque lá no fundo da minha alma é a última coisa que quero fazer, mesmo sabendo que estou caindo de novo nos mesmo abismo, dependendo das mesmas circunstâncias. Mas não, não quero sair, prefiro bater na mesma tecla esperando finalmente ela escrever outra coisa... Ela não escreve; é claro, a tecla é a mesma, e eu sei disso, mas ainda assim continuo bobamente apertando-a em vez de simplesmente mudá-la. É onde está o pior de tudo... Saber, saber e insistir, ainda pior é fingir que não sabe e além disso procurar esperança no meio dos cacos e ver beleza onde não existe. Não aprendo, não aprendo, mas vou treinando meu bem, chego lá um dia.



D.Luise