sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ele apareceu em um dia da qual eu não estava esperando, não estava procurando, não estava interessada. E então quando me esbarrei com aquela jaqueta de couro preta, a pálpebra indicando minha indelicadeza com o momento, fui seguindo meus olhos por aquele corpo quente, seu queixo desenhado, e seus lábios finos avermelhados, o nariz arrebitado, parei e me perdi dentro dos seus olhos, aqueles olhos azuis da mesma cor do céu limpo quando se está num dia quente, fiquei ali parada, olhando no fundo das suas pupilas claras. Seus olhos fixaram nos meus da mesma forma que os meus se perderam nos dele, permanecemos ali alguns segundos parados, fiquei admirando os traços do seu rosto, e os seus cabelos macios, loiros claros com mechas loiras escuras. Ele estava lindo, ele era lindo, aliás; ele ainda é.
Ele tem uma expressão séria, rigorosa, olhos profundos, ombros grandes; mas quando ele sorri, estremece minha pessoalidade, irradia meu coração de encantos. Sua mãos me acalentam, seus braços me adormecem, seu abraço me protege na noite, durmo tranquila ao seu lado, durmo como se mais nada existisse no mundo. Meus problemas desaparecem quando minha boca toca seus lábios tenros, quando meu nariz rosna com os seu, quando meus braços ficam envolta do seu corpo, quando seu peitoral encosta em mim. O seu calor aquece minha alma, perturba meus batimentos,palpita meu coração, me traz afinidade, me alegra, me acalma. Me perco e me acho ao seu lado.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.


A culpa é das estrelas - John Green

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Meu coração passava em transe do frio para o congelado, batia lentamente mesmo havendo qualquer intensidade nos detalhes por onde minha vida percorria, neste caminho ele trombou com algo, ou melhor, com alguém da qual não fazia ideia que tornaria tudo tão fresco e quente dentro do sangue latente viajando pelas minhas veias e artérias. Rapidamente, em questão de segundos a temperatura irradiou meu corpo, esquentou minha alma, ferveu meu corpo arrepiando minha pele, tudo fervilhou de sentimentos desconhecidos quando meus olhos fixaram nas suas pupilas escuras que conquistaram reabrindo as portas do meu coração. Ali eu apenas consegui sentir que queria me ceder à ele durante todos os segundos dos meus dias até que eles não existam mais.

D.Luise